Quantas vezes você afirmou amar alguém?
Palavras simples que não aparentam mal algum.
Mas que podem criar algo terrivelmente bom ou doloroso!
Se tais palavras forem revestidas de sinceridade e verdade, podem produzir o mais belo quadro, que nenhum pintor jamais sonhou em pintar!
Porém, se forem palavras vazias, sem pensar, sem se ter a certeza da sua veracidade. Bem ai o belo quadro se transforma na mais terrível dor, que nem mesmo o mais cruel torturador poderia infringir à alguém.
Muitas vezes falamos por falar. Não dando atenção ao aviso escrito no Livro da Verdade, "Cuidado com a palavra lançada"!
Levamos as pessoas a acreditarem em algo que nem nós mesmo sabemos ser ou não real.
Iludimos nós mesmos na busca cega pela felicidade, sem nos importarmos se estaremos prontos para assumirmos as responsabilidades e consequências que são inclusas à essas palavras.
Dizemos: "Eu Te Amo Pra Sempre"! Sem pensar que as pessoas podem acreditar nisso. Sem pensar que as pessoas podem se envolver nessa "fantasia" a qual chamamos de " amor".
Afirmamos com toda a nossa convicção forjada de uma hipocrisia sem limites, que isso é o Amor Real, o Amor Verdadeiro. Declaramos que amamos mais do que a outra pessoa jamais poderia nos amar! Ha há! Quanta falsidade.
Falsidade essa que chega a enganar a nós mesmos, nos fazendo acreditar que é tudo verdadeiro, que o desejo e o sentimento de posse é o Verdadeiro Amor! Quanta enganação.
Chegamos então ao fundo do poço! A desilusão e o desespero, daquele que acreditou que seria realmente amado para todo o sempre. Pobre coitado!
Jogado na lama do desespero, se humilha, jogando-se ao chão de suas emoções. Mas nada volta atrás. Nada devolve a paz e tranquilidade do passado dividido com aquela pessoa "que mais a amou"! Ficam as lembranças !!!
Lembranças de algo que ficou pra trás, que ficou guardado numa parte do cérebro, onde as lembranças boas são armazenadas.
Lembranças que ao invés de acalmar o coração ferido, somente trazem o tormento, a dor e o sofrimento.
Para quem partiu, vida nova! Novas experiências, novos "amores" ou até mesmo um "amor verdadeiro". Lembranças guardadas numa parte do cérebro, onde as lembranças boas são armazenadas. Quanta alegria pela descoberta de um "novo" mundo. OPS! hora de ser bondoso, limpando um pouco a consciência. "Me desculpe"! "Me enganei"! "Foi mal"! "Você vai sobreviver"! "Logo verá que não é tão ruim assim"!
Onde as feridas quase curadas são rasgadas novamentes por lembranças, abrindo espaço para a dúvida. Onde o pensamento de que, se em algum momento o "amor" demonstrado foi real, ou apenas fazia parte do "fingimento".
O medo de amar novamente cresce, se tornando um monstro de grandes presas, prontas para estraçalharem qualquer vestígio de esperança.
Sofre quem foi! Sofre muito mais quem ficou!
Aprende-se então a valiosa lição: Não acreditar, nem ter pessoas como apoio, ou motivo de felicidade. O "amor" que as pessoas criam não passa de uma fruta de bela aparência mas de amargo e azedo gosto.
Um relacionamento, um compromisso não deve ser usado como uma tentativa de encontrar-se a felicidade, como algo que pode ser descartável, ou ainda uma experiência de TENTATIVA e ERRO. É algo sério, que deve ser muito bem pensado e estabelecido num triângulo: ELE, ELA e DEUS. Para que assim, o Amor Verdadeiro possa fazer a história durar eternamente.
Somente o Amor Divino colocado nos corações humanos pode ter boa aparência e agradável gosto. Somente o Amor Divino é verdadeiro e vale à pena. Existindo no fim a Esperança, a Fé e o Amor, sendo o Amor o maior dentre os três!
By H. R. Eleutério

